Hugo Studart https://conteudo.com.br Mais história, mais conteúdo. Thu, 07 Mar 2019 14:11:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1.1 https://i1.wp.com/conteudo.com.br/wp-content/uploads/sites/32/2017/12/cropped-alpar-logo-site-favicon.png?fit=32%2C32&ssl=1 Hugo Studart https://conteudo.com.br 32 32 144858947 Muitos amigos de Hugo Studart prestigiaram o lançamento do Borboletas e Lobisomens https://conteudo.com.br/2019/03/06/muitos-amigos-prestigiaram-o-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/ https://conteudo.com.br/2019/03/06/muitos-amigos-prestigiaram-o-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/#respond Wed, 06 Mar 2019 20:35:54 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49978 ]]> https://conteudo.com.br/2019/03/06/muitos-amigos-prestigiaram-o-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/feed/ 0 49978 Amigos e amigas no lançamento do Borboletas e Lobisomens https://conteudo.com.br/2019/03/06/amigos-e-amigas-no-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/ https://conteudo.com.br/2019/03/06/amigos-e-amigas-no-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/#respond Wed, 06 Mar 2019 17:19:59 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49957

Lica Pantaleão

Nindie Elendil, Marina Nina

Denise Cardoso Minervino, Hugo Studart

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Minha família prestigiando o lançamento do Borboletas e Lobisomens https://conteudo.com.br/2019/03/04/minha-familia-prestigiando-o-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/ https://conteudo.com.br/2019/03/04/minha-familia-prestigiando-o-lancamento-do-borboletas-e-lobisomens/#respond Mon, 04 Mar 2019 17:49:29 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49878      

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Paalestra https://conteudo.com.br/2019/02/20/paalestra/ https://conteudo.com.br/2019/02/20/paalestra/#respond Wed, 20 Feb 2019 21:46:48 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49661  

Mediador

Moderador no(a) Semana da Volta às Aulas: Jornalismo Politico e Investigativo, palestrantes convidados Rudolfo Lago e Leandro Mazzini, 2014.

 

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Palestra https://conteudo.com.br/2019/02/20/palestra/ https://conteudo.com.br/2019/02/20/palestra/#respond Wed, 20 Feb 2019 14:08:52 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49656 Apresentação (Outras Formas) no(a)Seminário Internacional Pensar e Fazer o Jornalismo, evento componente do I Ciclo Internacional Praxis no Jornalismo, 2015.

O pensamento de Benjamin como método para um jornalismo mais integrado à cidadania.

 

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Palestras https://conteudo.com.br/2019/02/20/palestras/ https://conteudo.com.br/2019/02/20/palestras/#respond Wed, 20 Feb 2019 14:01:25 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49651 10º Encontro Nacional de História da Mídia – Alcar 2015, 2015.  (Encontro).

A dialética de Benjamin como referencial teórico para um jornalismo que dê vez e voz aos pequenos, aos derrotados e aos esquecidos.

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Militares de Brasília foram influenciados por Ênio Pinheiro, o sétimo governador de Rondônia https://conteudo.com.br/2019/02/13/militares-de-brasilia-foram-influenciados-por-enio-pinheiro-o-setimo-governador-de-rondonia/ https://conteudo.com.br/2019/02/13/militares-de-brasilia-foram-influenciados-por-enio-pinheiro-o-setimo-governador-de-rondonia/#respond Wed, 13 Feb 2019 01:37:52 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49643  

 

 

PERSONALIDADE

História de Rondônia: Ênio Pinheiro, o 7º governador, abriu a estrada São Pedro-Ariquemes e influenciou militares em Brasília

 

 

General Ênio dos Santos Pinheiro governou duas vezes; é nome da antiga colônia penal

O ex-presidente da 2ª Companhia Rodoviária Independente, coronel Ênio dos Santos Pinheiro (PSD) teve dois mandatos no governo territorial. No primeiro, trabalhou dez meses, de 8 de novembro de 1953 a 13 de setembro de 1954.

Sobrinho e aliado do poderoso primeiro governador e deputado federal, coronel Aluízio Pinheiro Ferreira, assumiu o Guaporé sob as bênçãos do presidente Getúlio Vargas.

Seu nome foi dado à lendária colônia penal de Porto Velho,  mais tarde transformada em presídio e em cuja circunvizinhança o ex-governador Confúcio Moura abriu a Fazenda Futuro, antevendo a possibilidade de um dia abastecer todos os presídios com hortifrutigranjeiros.

Ênio voltou ao poder no Território Federal de Rondônia [4º governador] em ato assinado pelo presidente João Belchior Marques Goulart, Jango, após a célebre viagem de 31 dias que fez à China. Algum tempo depois, Jango foi deposto pelo golpe militar. No segundo mandato e já filiado ao PTB getulista, Ênio governou por mais dez meses, de 13 de setembro de 1961 a 3 de julho de 1962.

No meteórico primeiro período, o ex-governador ocupou o cargo aclamado pelos feitos da 2ª Companhia Rodoviária Independente (CRI) por ele comandada, responsável pela derrubada de área de araçazal onde surgiu o bairro Arigolândia em Porto Velho. Em 1944, máquinas da 2ª CRI limparam tudo para a construção das primeiras casas pré-fabricadas de madeira, onde foram morar famílias de nordestinos recrutados pela recém-criada Guarda Territorial.

Aproximadamente 60 mil nordestinos vieram para Amazônia extrair látex no período em que 95% da borracha consumida no mundo era produzida pelo Acre, Amazonas e Pará. Soldados da borracha viajavam no trem da Estrada de Ferro-Madeira-Mamoré e dali alcançavam as florestas do Abunã, no lado brasileiro e boliviano.

Paralelamente ao pioneirismo rodoviário e à inauguração oficial do Palácio Presidente Vargas em 29 de janeiro de 1954, Ênio faz parte de um rumoroso acontecimento sobre o qual existem diversas versões: o sumiço do seu subordinado na 2ª CRI, tenente engenheiro militar Fernando Gomes de Oliveira, na floresta de São Pedro (BR-364) do Rio Preto, a 90 quilômetros da capital, na tarde de 29 de julho de 1945, um domingo.

Ênio chegou ao Guaporé naquele ano, para construir a rodovia Amazonas-Mato Grosso. Notabilizou-se por abrir 98 quilômetros entre São Pedro e Ariquemes, sete anos antes de ser governador. “No período da estiagem era possível transitar bem nesse trecho, ao contrário do lamaçal e dos buracos que a BR-364 acumulou mais mais tarde”, comenta o historiador e acadêmico Abnael Machado de Lima.

Com o sumiço do tenente, a companhia construtora paralisou os serviços e doou equipamentos – tratores de lâmina de médio porte e motoniveladoras – ao governo territorial.

“ALUÍZIO NÃO”

Em 1997, durante reunião do Instituto Histórico e Geográfico e da Academia de Letras de Rondônia (Acler) com o então governador Valdir Raupp e seu vice, Aparício Carvalho, o general da reserva surpreendeu os participantes. “Mesmo sem ser provocado, ele negou que Aluízio Pinheiro tenha tido algo com o desaparecimento daquele oficial”, relata o jornalista e acadêmico Lúcio Albuquerque.

“Foi um lamentável episódio, entre outros ocorridos em Rondônia, convenientemente transformados em inexplicáveis mistérios”, avalia o historiador Abnael Machado.

O tenente Fernando veio dar continuidade à construção da rodovia Amazonas/Mato Grosso, iniciada em 1º de agosto de 1932, pelo então tenente do Exército Aluízio Ferreira, naquele período diretor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Por falta de recursos financeiros, as obras haviam sido paralisadas na primeira década de 1940.

O sumiço foi assim: acompanhado pelo cabo Antão e um soldado, o tenente entrou na floresta para caçar e nunca mais foi visto. Segundo relataram seus acompanhantes, previamente eles combinaram que cada um seguiria uma direção e se reencontrariam na rodovia depois de quatro horas de caçada.

“Conforme o combinado o primeiro a sair da floresta foi o soldado, em seguida o cabo Antão. Aguardaram mais de uma hora e como o tenente não apareceu, acharam que ele teria ido para o acampamento, sem os esperar, mas ali realmente o deram como perdido”, contou nos anos 1980 o ex-prefeito e ex-deputado estadual Walter Bártolo.

BUSCAS INFRUTÍFERAS

Em 1945, Bártolo era soldado da 2ª Companhia e participara do exame das armas, comprovando não terem sido usadas.

O capitão Gerson Gomes de Oliveira irmão do desaparecido, participou de uma das buscas infrutíferas. Militares, jornalistas norte-americanos, o padre José Francisco Pucci, Padre Chiquinho, e o seringalista João Chaves, também.

“As mais absurdas hipóteses e descabidas invencionices foram aventadas para explicarem o desaparecimento”, explica o jornalista Lúcio Albuquerque, que se dedica ao assunto desde quando chegou ao antigo território em 1975.

“Ele teria sido morto e seu cadáver ocultado, por ordem do major Aluízio Pinheiro, porque teria seduzido uma das suas amantes, ou por ter impedido o embarque de um dos tratores da companhia, com destino a uma mineração aurífera, no Pará, da qual o Major Aluízio seria sócio”,menciona uma das hipóteses

Outra: “Teria subido numa árvore e nesta como se estivesse dopado, alheio ao tempo e aos movimentos em seu entorno, morreu de inanição, conforme Otaviano Cabral no livro de sua autoria História de uma Região”.

Outra: “Teria sido morto por dois irmãos agricultores moradores nas proximidades do acampamento, os quais foram presos e torturados, confessando terem matado o tenente, que confundiram com uma anta; foram inocentados pela Auditoria Militar mediante tão estapafúrdia confissão e o método empregado para sua obtenção”.

Outras: “Ele teria sido raptado pelos índios Boca-Negra* para servir de reprodutor, conforme noticiaram em 1948 os jornais de são Paulo e do Rio de Janeiro; teriam indígenas raptado o tenente para apurar a raça, ou ele caíra num fosso dos muitos existentes na floresta, dos quais a pessoa fica impossibilitada, por si própria, de alcançar a superfície, como também de ser encontrada”.

Essa última foi dada pelo então general Ênio Pinheiro, no encontro informal de 1997.

Citada pelo escritor Vitor Hugo no livro Os Desbravadores, a pesquisadora checa Wanda Hanke, que pesquisava indígenas na Amazônia e ouvira moradores dos vales dos rios Preto, Branco e Jamari concluíra: “Em verdade, o tenente Fernando foi vítima de vingança de certos brancos”.

NA LINHA DURA EM BRASÍLIA

Dezoito anos após deixar o cargo, o general da reserva Ênio Pinheiro ocupava o cargo de diretor patrimonial de Brasília, entre 25 de novembro de 1972 e 7 de abril de 1994.

Ênio auxiliou o temido Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão criado pelo regime militar para informar o presidente da República. Agia em silêncio e tinha escritórios nos estados.

Segundo o jornalista e historiador Hugo Studart, da Universidade de Brasília, autor do livro A Lei da Selva: imaginário e discurso dos militares, Ênio foi um dos chefes da chamada linha dura e da repressão.

“O filho dele, tenente Álvaro de Souza, combateu a guerrilha do Araguaia e, em 1990, foi promovido a general”, conta.

No livro Ernesto Geisel, os autores Celso Castro e Maria Celina d’Araújo ouviram do ex-presidente: “Ênio Pinheiro foi, na minha opinião, um dos principais entre os que fizeram a cabeça do Frota”.

A QUEDA DO MINISTRO DO EXÉRCITO, SEGUNDO ÊNIO PINHEIRO

Dizem historiadores que o general Sílvio Frota, ministro do Exército do presidente Ernesto Geisel, queria ser presidente.  Frota via comunistas na imprensa, no Congresso, no Judiciário e até no governo. Atendia a sucessivos convites para pronunciar conferências por todo o País.

Em abril de 1985, com 80 anos, o ex-governador de Rondônia, general Ênio Pinheiro, entrevistado pela Folha de S. Paulo, narrou o que ouvira do ex-ministro Frota, demitido pelo presidente Ernesto Geisel em 12 de outubro de 1977 em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Era Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Anteriormente, em 9 de abril de 1974, ainda Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e membro do Conselho de Segurança Nacional, Frota estremecia com Geisel, a quem enviara parecer contrário a documento do Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores] sobre o reatamento de relações com a China comunista. Lembrava que, além de um país comunista, isso criaria problemas com a China Nacionalista, com quem o Brasil tinha boas relações comerciais e políticas. Já ministro do Exército, com a morte de Dale Coutinho, Frota manteve a posição e não mais tomou conhecimento do assunto.

Geisel tinha interesse em reatar com a China e pediu o general Hugo Abreu, do Gabinete Militar, que tivesse uma conversa com Frota sobre o assunto. Frota manteve-se irredutível.  Geisel restabeleceu, em 15 de agosto de 1974, as relações diplomáticas com a República Popular da China. Frota pensou em entregar o cargo, só não o fazendo em razão da responsabilidade assumida perante o Exército.

Segundo Ênio, que era aliado de Frota e dele ouviu a versão, o ríspido diálogo entre os dois generais teria sido assim:

– O presidente Geisel o tratou muito mal. Quase o agrediu. Frota chegou para a conversa e disse: ‘Bom, presidente, o que o Sr. deseja?’ Ele disse: ‘Quero o meu cargo!’ Mostrou um decreto já assinado por ele e continuou: ‘O cargo é meu!’ Já lhe disse, o cargo é meu! Assina!’ O general Frota respondeu: ‘Não vou assinar. O cargo é seu, mas quem o está ocupando sou eu. E o sr. tem todos os meios para me botar para fora. Não vou sair por espontânea vontade, salvo se o sr. me responder às seguintes perguntas: eu o traí? Fiz qualquer ato contra a sua administração? Provoquei-lhe qualquer problema no meio político?’ Geisel respondia: ‘Não.’ Diante disso, o general Frota disse: ‘Então, não tenho razão para sair espontaneamente. Não vou assinar coisa nenhuma.’ E o Geisel: ‘O sr. vai! Até logo! O cargo é meu! O cargo é meu!’ Foi um inferno. Quando Frota chegou na porta do gabinete, o presidente disse assim: ‘Frota, eu não queria que você ficasse meu inimigo por causa dessas coisas que eu disse. ’ Como é que se pode entender isso?”.

Ao deixar o cargo, 13 anos após o golpe militar de 1964, Frota saiu do Planalto e se dirigiu ao Quartel General do Exército, de onde, pouco depois, transmitiu por telex a todas as unidades uma nota de oito páginas na qual acusava o governo de ‘tolerar a infiltração de pelo menos 97 comunistas na administração e de ter tomado posições internacionais econômicas que favorecem a subversão”.

Segundo ele, o restabelecimento de relações com a China [feito por Geisel] “constituiu o primeiro passo na escalada socialista que pretende dominar o País”.

No livro Ideais traídos, escrito pelo ex-ministro entre 1978 e 1980 e publicado pela Editora Jorge Zahar, Geisel fora acusado de traidor e de chefiar “um governo de centro-esquerda”. “Ora, a centro-esquerda é a posição daqueles que, tendo pendores marxistas, veem nas reações conjunturais obstáculos difíceis de transpor para uma realização completa de seus objetivos; é apenas uma posição de espera. Defino-os como criptossocialistas”.

Para o ex-ministro, o governo Geisel [o 4º depois de 1964], “conduziria o Brasil ao socialismo e, a longo prazo, ao comunismo”.  “As pressões de Geisel para ‘destruir o sistema de segurança interna’, o reconhecimento da República Popular da China, em 1974, que abriu caminho para ‘a penetração amarela no Brasil’, e o reconhecimento da República de Angola”, declarava.

Em 1977, o próprio Frota enviava ao SNI uma lista com 96 comunistas infiltrados na administração pública, mas o governo não lhe deu importância’. Frota morreu em 1996.

* Segundo estudos do Instituto Socioambiental, Bocas Negras, Bocas-Pretas, Cautários, Sotérios e Cabeça­ Vermelha, são encontradas na historiografia e se relacionam ao espaço geográfico ou a semelhanças culturais e linguísticas dos Jupaú e Amondawa, ou a grupos Kawahib em geral

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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Daiane Mendonça e Sílvio Santos. Destaque: Andrey Matheus
Secom – Governo de Rondônia

 

Publicado no site  oficial do Governo de Rondônia.

http://www.rondonia.ro.gov.br/historia-de-rondonia-enio-pinheiro-o-7o-governador-abriu-a-estrada-sao-pedro-ariquemes-e-influenciou-militares-em-brasilia/?fbclid=IwAR1woHzn2WG3L9kSdYxLDQBqrbxhVaO01zk_xEkYmeVSsdxoX16eUE6RBbA

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Jabuti não sobe em árvore https://conteudo.com.br/2019/02/06/jabuti-nao-sobe-em-arvore/ https://conteudo.com.br/2019/02/06/jabuti-nao-sobe-em-arvore/#respond Wed, 06 Feb 2019 18:24:47 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49638 Então quem colocou na Presidência do Congresso esse jovem do Amapá?

 

De poucas leituras, pequena articulação e até então desconhecido? Há muita preocupação com a possibilidade de Davi ser tragado pelos tubarões. Eu não me preocuparia. Ora, Davi Alcolumbre é resultado de uma aliança de três forças:


1) As forças políticas conservadoras que ascendem com a eleição de Bolsonaro. Foi o ministro Onyx Lorenzzoni quem “farejou” que Davi poderia ser um bom plano B, pois Simone Tebet sempre foi o Plano A. Muitos duvidaram desse plano, inclusive eu. Onyx ascende como o grande vitorioso e volta a ocupar o posto no triunvirato de poder ao lado de Paulo Guedes e do general Augusto Heleno.

 

2) O Patriciado Nacional, representado pelo senador Tasso Jereissati. Refiro-me aos capitães das indústrias e empresários de tradição, que em 1964, sob a liderança da Fiesp, marcharam ao lado dos militares e da classe média para a instauração de um novo regime. Nada a ver com os interesses o capital financeiro global. Apesar de ter sido relegado à periferia do poder atual e ainda estar sem interlocução relevante neste governo (ainda), esse Patriciado entrou no jogo na última hora para garantir as reformas necessárias, que certamente seriam travadas com Renan e pelos interesses que ele representa. Tasso foi decisivo ao mobilizar seus pares, não os senadores, mas aqueles que pagam as contas de Suas Excelências. Merece tantos aplausos quanto Onyx. O senador Esperidião Amin também foi decisivo nas articulações desse grupo de poder.

 

3) Por fim, o capital financeiro globalizado, representado no poder por Paulo Guedes. Ainda não tenho informações consistentes sobre a exata participação dos bancos e de Guedes na derrota de Renan. Há boatos de que ele estaria apostando em Renan; avalio inverossímeis. Fato é que nada de relevante acontece neste país sem o dedo do Capital Global, sobretudo Bradesco e Itaú, dos fortes financiadores de campanha. Ademais, Davi Alcolumbre é judeu, o primeiro a chegar à Presidência do Congresso. Etnias no Brasil não tem a menor relevância nesse tipo de assunto. Contudo, pode ser que a comunidade israelita tenha tido alguma participação em sua vitória — mas esse ponto é especulação, não informação.

 

Enfim, partindo do princípio de que jabuti não sobe em árvore, lembremos de que as mesmas mãos que colocaram esse jovem desconhecido do Amapá em cadeira tão relevante para a aprovação das reformas estruturais, decerto vão trabalhar para que tudo dê certo em sua gestão.

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A psicopatia política de Renan https://conteudo.com.br/2019/02/06/cara-ou-coroa-ambas-sao-faces-de-troca-de-renan/ https://conteudo.com.br/2019/02/06/cara-ou-coroa-ambas-sao-faces-de-troca-de-renan/#respond Wed, 06 Feb 2019 14:24:17 +0000 https://conteudo.com.br/?p=49621 Por que não precisamos temer os blefes do

 psicopata do Senado

Faz parte da sabedoria sempre respeitar adversários e inimigos. Mas não há qualquer razão para ter medo de Renan Calheiros. É um psicopata — em grau leve ou médio — no momento em surto de hidrofobia. Não sente empatia, não considera o Outro e tem obsessão pelos interesses pessoais. Cultiva o estilo ameaçador para perseguir seus objetivos. Abusa do terrorismo e da chantagem, sobretudo do blefe. Deve ter estudado as estratégias de Átila, o Huno.

Suas principais armas são as informações que ele tem sobre os esquemas de corrupção dos seus pares. Desde a Era FHC, mas sobretudo com Lula e Dilma, ele vem montando operações ilícitas no governo em parceria com outros parlamentares. Desses, nada pode denunciar pois seria confissão de crime. Também ajudou muitos colegas pagando suas dívidas ou lhes arrumando negócios. São esses que ele tem na mão e faz chantagem.

Outra arma são as informações pessoais, as pequenas diatribes, a zona cinzenta, os momentos de fraqueza de seus pares, sobretudo as sexuais — como o twitte baixaria de ontem sobre uma supostao  relação do ex-senador Ramez Tebet com uma jornalista, que ele usou para atingir a adversária Simone Tebet, filha de Ramez. O que será que ele saberia a respeito de Dias Toffoli? E quanto aos ministros do Supremo que há anos mantém seus 11 processos na gaveta, digo, oito, pois três deles suas excelências já conseguiram prescrever.

Ao lançar sua candidatura à Presidência do Senado, Renan fez uso de estratégia similar à do PT quando lançou a candidatura de Lula ano passado, ou seja, o blefe, se-colar-colou. Ele nunca teve a força que anunciava. Mas assustou os articuladores políticos do governo, sobretudo quando espalhou o boato que teria o apoio de Paulo Guedes e que teria feito acordo com Flávio Bolsonaro. Poderia ter levado sob a onda do terror, mas perdeu. Não colou.

Ora, ora, não há nada a temer, apenas a respeitar. Renan é hoje um adversário articulado, como muitos outros. No PMDB, são seis os senadores que o acompanharam na votação contra Simone Tebet. Essa é a bancada que ele tem de fato na mão para fazer oposição: sete, incluindo ele.

Deve-se juntar a eles os senadores do PT, homens articulados como Flávio Arns e Humberto Costa, ambos raposas experientes, e de outras legendas como o PDT, onde ora se abriga a Katia Abreu. Cid Gomes deve ser um opositor mais forte e articulado do que Renan, pois seu projeto é ajudar o irmão Ciro Gomes a se consolidar como a principal liderança de oposição do pais.

O governo tem a caneta da liberação das verbas. Se for inteligente, controla Cid, Renan e outros muito fácil. Lembrando que Renan precisa muito do dinheiro do governo para seu filho, governador de Alagoas, e Cid idem para seu afilhado Camilo, governador do Ceará.

No caso da bancada pessoal de Renan, controla-se com a Lava Jato. No caso específico de Renan, o melhor que o governo tem a fazer é cumprir a promessa de campanha e usar a Lava Jato para fazer um arrastão em seus operadores que ainda estão soltos, cortando, assim, as fontes de receita. Melhor ainda, como medida profilática e pedagógica junto a Congresso, o governo deveria abrir imediatamente um processo de cassação do ilustre senador de Murici, Alagoas.

E vamos parar de mimimi com essas especulações vulgares do tipo: “Ahh, o Renan pode ser pior para o governo na oposição do que seria na Presidência do Senado”. Não, definitivamente não! O Renan é melhor para o povo brasileiro e a nação brasileira dentro da Papuda.

 

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Delenda est Calheiros — ou é hora de aniquilar Renan https://conteudo.com.br/2019/02/03/delenda-est-calheiros-ou-e-hora-de-aniquilar-renan/ https://conteudo.com.br/2019/02/03/delenda-est-calheiros-ou-e-hora-de-aniquilar-renan/#respond Sun, 03 Feb 2019 12:09:45 +0000 http://conteudo.com.br/?p=49613
O senador Renan Calheiros tem um certo verniz intelectual típico daqueles forjados nas antigas faculdades de Direito. Certa feita, em discurso no Senado contra algum adversário, citou uma das célebres catilinárias do orador romano Marco Túlio Cícero contra o senador Catilina, um populista com vocação para ditador, ansioso por acumular todo o poder se valendo dos plebeus a quem tentava perdoar todas as dívidas. Proclamou Cícero, e repetiu Renan:
 
“Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há de zombar de nós a tua loucura? A que extremos se há de precipitar a tua audácia desenfreada? (….) Nem os temores do povo, nem a confluência dos homens honestos, neste local protegido do Senado, nem a expressão do voto destas pessoas, nada consegue te perturbar? Não percebes que teus planos foram descobertos? Não vês que tua conspiração foi dominada pelos que a conhecem? Quem, entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?”
 
Na noite de sábado 2 de fevereiro, os senadores da República deram um jeito nos abusos e zombarias de Renan. Ele foi a nocaute, mas ainda está bem vivo. Mais que isso, com muita força e apoios de seus pares para se reconstruir e voltar a atacar. Renan também já citou o célebre discurso de outro senador romano, Catão, O Velho, dos tempos das guerras púnicas:
 
“Delenda est Carthago” (Cartago deve ser destruída), clamava Catão.
 
Roma havia derrotado duas vezes Cartago, mas os cartagineses conseguiam se reerguer e reconstruir suas defesas bélicas com muita rapidez, voltando a ameaçar os romanos, sobretudo no domínio das rotas comerciais.
 
“Delenda est Carthago”, insistia o velho senador em seus discursos.
 
O refrão acabou imortalizado como representação de uma política de aniquilação dos inimigos de Roma que se envolvessem em quaisquer atos de agressão, e a rejeição de tratados de paz como uma forma de dar um fim a conflitos bélicos.
 
Isto posto, avalio ser o momento da Lava Jato avançar sobre Renan. Se ainda goza de imunidade parlamentar, se ainda tem a cumplicidade de Suas Excelências do Supremo, é o momento de avançar com uma operação sobre seus operadores e cortar suas fonte$ de aba$tecimento.
 
DELENDA EST CALHEIROS!
 
(por Hugo Studart)
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