CONTEÚDOS – COMUNICAÇÃO E GESTÃO DE CRISES

PALESTRA DE LANÇAMENTO (4 HORAS)

1. Apresentação do curso e dos professores (Profº Hugo Studart).
2. Palestra: Memórias de um Consultor de Crises (Profº Mario Rosa)
3. Coffee break
4. Debates

A pedra e a vidraça: como lidar com a mídia

A pedra e a vidraça: como lidar com a mídia

Módulo 1: (12 horas)

A relação entre jornalistas (as pedras) e assessores de comunicação (as vidraças) diante de escândalos e crises institucionais. O jornalismo investigativo e as crises políticas; o fetiche pelo jornalismo “denúncia”; o interesse econômico por trás das investigações jornalísticas. A ética do repórter “perdigueiro” (investigativo); as demandas do repórter especializado, do editor e do colunista. A gestão cotidiana da mídia pelo assessor de comunicação: relação com a fonte; ameaças; dead-line; como emplacar notícias; como derrubar notícias. A redução de danos em caso de escândalos. Éticas e práticas: ou como funciona a cabeça dos jornalistas. O objetivo deste módulo é buscar tecer um diálogo pedagógico entre um jornalista investigativo com grande experiência em provocar crises, e um especialista em comunicação com larga expertise na gestão de crises (Professores: Hugo Studart e Homero Zanotta).

Metodologias e ferramentas de gestão de crise

Metodologias e ferramentas de gestão de crise

Módulo 2: (12 horas)

O que é uma crise. Características e diferenças de escândalos, desastres, situações emergenciais e crises. As pessoas e as crises de imagem. A metáfora do calcanhar de Aquiles. As mídias e as crises. Possíveis conflitos éticos que não existiam. Reflexões sobre a percepção da verdade e os escândalos públicos. Apresentação de metodologias e de ferramentas para a gestão de crises de imagem em escândalos de corrupção, envolvendo agentes públicos e corporações privadas. A relação de confiança entre o sujeito-alvo e o assessor de crise. Visão dos públicos estratégicos: interno e de interesse. Comunicação pública, institucional, governamental e corporativa. Assessorias de Comunicação: onde a comunicação não atua e novas possibilidades: explorando pontos fortes e colaborando para minimizar vulnerabilidades. Quanto pode custar gerenciar uma crise. Os possíveis impactos das crises nas instituições e empresas. As novas tecnologias e a realidade dos olhos que tudo registram. (Profº Mário Rosa)

Formação de um Gabinete de Crise

Formação de um Gabinete de Crise

Módulo 3: (12 horas)

O gerenciamento do imprevisível. Níveis de tratamento das crises. Os indicadores de crises e o “semáforo” das crises. A composição básica e os requisitos essenciais necessários para composição do gabinete de crises. As características do Op-Center como sala de crises ou o centro de operações. Ações a realizar antes, durante e após as crises. Análise pós ação e as crises que não têm fim. Metodologias e ferramentas para a Gestão de Crise. Os “Pês” das crises: Prevenção, Planejamento, Papel (da imprensa), a Próxima (crise). O mapeamento dos stakeholders. As atitudes e os posicionamentos das instituições e empresas. Planos de condução de crises. Cuidados para não surgir uma crise dentro de outra. Cenários possíveis, uma crise pode surgir exatamente quando tudo parece estar sob controle. (Profº Homero Zanotta)

Técnicas de persuasão e gestão de network

Técnicas de persuasão e gestão de network

Modulo 4: (12 horas)

Os modelos de persuasão. Técnicas de abordagem de fontes de informação. Noções de PLN e de linguagem do corpo. Modelos de rede de contatos. Organização da agenda e hierarquização das fontes. Os bons e os maus momentos para iniciar a relação com a fonte. As características, diferentes demandas e persuasão de autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, do Ministério Público e da polícia. Persuasão de assessores e subalternos. Técnicas apuração de informações de campo. A entrevista jornalística e a entrevista de inteligência. Pesquisa e preparação das entrevistas. O uso do off e o sigilo da fonte: éticas, práticas e violações. Gestão do deeptroath. Técnicas de apuração de campo aplicadas aos profissionais de RIG. Estudos de caso. (Profº Hugo Studart)

Inteligência e contrainteligência na Gestão de Crises

Inteligência e contrainteligência na Gestão de Crises

Módulo 5: (12 horas)

A Inteligência Empresarial Estratégica – IE². O papel do Gestor de Inteligência. O Universo prático de Inteligência Competitiva (IC) e o trabalho de IC nas organizações. Planejamento e prática de pesquisa para explicar ou justificar denúncias. Memória, conhecimento técnico e gestão de dados. A relação com o Ministério Público e as técnicas de “lavagem de informação suja”. A questão das fake news e o engajamento em aplicativos e redes sociais como fontes de informação. Tratamento da “comunicação de risco”. Técnicas de redução de danos por meio de contrainformações. A contrainteligência e os riscos ocasionados pela perda de informações sensíveis. Estudos de casos. (Profº Homero Zanotta e Hugo Studart)

Ferramentas de gestão de riscos

Ferramentas de gestão de riscos

Modulo 6: (12 horas)

Riscos e Crises; Razões de gerenciar riscos; Compliance como indutor das boas práticas; COSO – Commitee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission: seu papel normativo; Imposição legal da gestão de riscos na Administração Pública do Brasil; Riscos: definições, tipos e o Apetite ao Risco. Análise de riscos: Matriz SWOT, fixação de objetivos e identificação de eventos potenciais para o desencadeamento da crise, estudo de caso: O portfólio de riscos potenciais para o surgimento de crises; Apresentação da sistemática de um gerenciamento de riscos. Imposição legal da gestão de riscos na Administração Pública: o papel dos órgãos de controle. A nova legislação de apoio. A Compliance e as boas práticas na esfera federal. Riscos Corporativos: fraude, ética e corrupção. Consequências da Operação Jato no contexto da análise de risco. A judicialização do administrator público. As metodologias de análise de riscos. A construção de uma matriz de risco e seus produtos. (Profº Egberto Salóes)

Comunicação Interpessoal aplicada às Relações Institucionais

Comunicação Interpessoal aplicada às Relações Institucionais

Módulo 7: (12 horas)

A Comunicação Interpessoal, o comportamento pessoal e os protocolos de etiqueta profissional como ferramentas para formação da imagem pessoal, da credibilidade e da autoridade. Noções de psicologia comportamental do trabalho. A psicologia do traje e da apresentação pessoal: como agregar valor à imagem por meio da roupa; vestimentas e acessórios em diferentes situações; os sabotadores de imagem. Técnicas de comunicação interpessoal: comunicação verbal e não verbal associada às técnicas de persuasão. Protocolos no dia a dia do trabalho: cumprimentos, reuniões de negócios, cartões de visita, o uso do celular, gafes, festa de trabalho, e-mail no trabalho, almoços de negócios. Noções de etiqueta à mesa. (Profª Romaly de Carvalho).

Prospecção estratégica para prevenção de crises

Prospecção estratégica para prevenção de crises

Modulo 8: (12 horas)

O Século XXI e as mudanças, cada vez mais intensas e frequentes. A Prospectiva Estratégica e as correntes mais praticadas no mundo. A Metodologia FIGE – Ferramentas Integradas de Gestão Estratégica e o Método SAGRES de elaboração de Cenários Prospectivos. Identificação, esquematização e descrição de Cenários Prospectivos de Crise. Propostas de políticas, programas, projetos e iniciativas para prevenção de crises ou reações a elas. (Profº Raul Sturari)

Análise de 20 crises bem (ou mal) gerenciadas

Análise de 20 crises bem (ou mal) gerenciadas

Módulo 9: (12 horas)

Análise histórica de casos clássicos crises bem ou mal gerenciadas. Temas para posições positivas em situações de crise. Casos a serem estudados: 1) Exxon Valdez; 2) British Petroleum, a plataforma Deepwater Horizon e o maior desastre ambiental dos EUA; 3) Coca Cola: quanto vale uma marca? 4) Tylenol; Union Carbide (Bhopal, Índia); 5) Dick Cheney, vice-presidente dos EUA; 6) Aspartame; 7) A história não tão secreta da retirada do amianto do porta-aviões Clemenceau 8) O tsunami na Ásia: um caso clássico de apoio 9) As charges muçulmanas e a liberdade de imprensa; 10) Volkswagen: um caso de globalização da crise. Estudos de Caso no : 1) O caso dos gatos do Planalto: assessoria na vidraça e a situação de crise; 2) Escola Base de São Paulo 3) Situação da crise da Varig: a morte da empresa. 4) As empresas aéreas do Brasil: qual a próxima crise; 5) A gripe aviária e o assessor “profeta do apocalipse”; 6) Inferno na P36: uma crise bem gerenciada e a “reunião da Ave Maria”; 7) A morte da irmã Dorothy na Terra do Meio: crise na Amazônia; 8) Parmalat Brasil; 9) Microvilar, da Shering do Brasil. 10) A onda de água no sertão: um gabinete de crises de longa duração (Profº Homero Zanotta).

Novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia

Novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia

Modulo 10: (12 horas)

A construção dos Direitos do Homem e do Cidadão. As três gerações dos Direitos: O legado do Iluminismo, o legado do Socialismo (construção do Estado Providência), o legado do Século XX (pacifismo, filantropia e ONG’s sociais; grupos vulneráveis). Desafios do Século XXI: Minorias étnicas e as ações afirmativas no Brasil. Gênero: A história da emancipação da mulher; a luta pela liberdade afetiva (mulheres e homossexuais). O desafio dos vulneráveis e dos esquecidos: a história da inclusão de minorias como deficientes físicos, portadores de doenças mentais, crianças carentes, assistência a idosos e recuperação de dependentes químicos. Mídia e novos atores das crises de cidadania: minorias, gênero, ecologia. Construção e desafios do movimento ecológico. Culturalismo e relativismo. A tese da solidariedade entre as gerações e o conceito jurídico de direito dos não nascidos. Os novos movimentos sociais: A construção dos grupos sociais organizados com viés ideológico. As estratégias de luta no Século XXI: O dilema entre ativismo de confronto versus de negociação. A busca pelo politicamente-correto e pelas as boas práticas sócio-ambientais nas empresas. (Profº Hugo Studart)