Autor: studart

Debate: Os soldados do Araguaia

Tive a honra de participar da exibição do Documentário “Soldados do Araguaia”, do cineasta Belisário França, evento promovido pela Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, da Ordem dos Advogados do Brasil, Rio de Janeiro. Ao final, fui um dos debatedores, atendendo ao convite da Comissão, presidida pelo Dr. Humberto...

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Eu queria ser o Batman

Um ensaio (iluminista) sobre a construção dos heróis: desde os nossos ídolos das histórias em quadrinhos, Hulk ou Volverine, aos épicos da mitologia, aqueles homens como Ulisses ou Teseu que possuiam a fórmula mágica para mudar o Destino de todo um povo Por Hugo Studart Toda criança tem um herói de inspiração. Capitão América, o Incrível Hulk, Volverine, o Surfista Prateado, Asterix, Tintim, Hércules ou Thor, o Príncipe do Trovão. A onda dos super-heróis em quadrinhos ou em desenhos animados foi extraordinária naqueles tempos maniqueístas que o historiador egípcio Eric Hobsbaun definiu, com definitiva pertinência, como a “Era dos Extremos”; e o...

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Oração de Charles de Foucauld entregando-se a Deus

Charles de Foucauld era um aristocrata francês. Ao ficar orfão de pai de e mãe, em 1864, herdou uma enorme fortuna. Dilapidou-a rapidamente em jogo, indisciplina e excentricidades. Retratou-se e, já oficial do Exército francês, foi transferido para servir na Argélia. Deixou a vida militar e tornou-se explorado no Marrocos. Chegou a receber uma medalha da Sociedade Francesa de Geografia em reconhecimento pelo seu trabalho de investigação no Norte da África. Mais tarde, uma prolongada reflexão sobre a vida espiritual conduziu-o a uma conversão súbita e levou-o a ingressar na Ordem Trapista. Deixou a Ordem em 1897 em busca de uma vocação religiosa autônoma e ainda não definida. Foi ordenado sacerdotes em 1991. Regressou à Argélia e levou uma vida isolada do mundo numa zona dos tuaregues. Aprendeu a língua tuaregue e estudou o léxico e a gramática, os cantos e as tradições dos povos do Saara. Tinha a intenção de criar uma nova ordem religiosa, o que sucedeu apenas depois da sua morte: os Pequenos Irmãos de Jesus. Foi assassinado por assaltantes de passagem em 1916.  Charles de Foucauld foi beatificado em 2005 pelo papa Bento 16. (Fonte: Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_de_Foucauld)   É dele essa belíssima ORAÇÃO DE ENTREGA A DEUS Fazei de mim o que for do Vosso agrado. O que quiserdes fazer de mim, eu Vos agradeço. Estou pronto para tudo, aceito tudo, Desde que Vossa vontade se realize em mim e em todas as Vossas criaturas....

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Eis o novo Gabeira, um transgressor quase conservador

Fernando Gabeira vem construindo há 40 anos uma biografia de transgressor. Primeiro, lá pelos tempos do regime militar, abandonou a vida burguesa e caiu na clandestinidade da guerrilha urbana –sua maior façanha, vale sempre lembrar, foi participar do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969. De volta do exílio com a Anistia de 1979, chocou o país (e principalmente a esquerda ortodoxa) ao fazer a crítica e a autocrítica da luta armada, vestir uma tanguinha e começar a pregar a política do corpo. Ontem, 5 de outubro 2008, Gabeira voltou a transgredir. Lula tinha nada menos que três candidatos com chances de virar prefeito do Rio de Janeiro – Eduardo Paes, Marcelo Crivella e Jandira Feghali. Gabeira, apesar do seu partido, o PV, estar na base aliada, não era um deles. Pois Gabeira surpreendeu na reta final. Na política pós redemocratização, esse político já foi petista, transformou-se em fundador do Partido Verde, voltou ao PT e está de novo no PV – parece que, agora, para sempre. Com quatro mandatos de deputado federal, sempre pelo PV do Rio de Janeiro, é um notório militante das causas ambientalistas, defensor do casamento gay e da legalização do consumo da maconha –só que, agora, recuou para a legalização com nuances. Enfim, aos 68 anos, duas filha adultas, Gabeira continua buscando os limites da transgressão. Em maio de 2007, eu e o jornalista Rudolfo Lago fizemos uma longa entrevista...

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Entre a Esperança e a tragédia de Prometeu

E o homem é feito de carne, que vive, morre, apodrece e volta a ser pó. Mas carrega ao mesmo tempo uma alma que acredita ser infinita e imortal. É nossa alma que nos faz recordar o passado e sonhar com o futuro. O homem é, definitivamente, o maior paradoxo da Criação, um ser que existe simultaneamente em espírito e em carne, que constrói e destrói, que vive ao mesmo tempo no passado, no presente e no futuro. Sonhadores, idealistas e aventureiros. Ativistas, missionários e voluntários. Conquistadores, inventores e empreendedores. Existem seres que atravessam a existência na Terra tomados de Esperança. Poetas do futuro. Pois desde que os primeiros deles saíram às portas das cavernas e começaram a olhar em direção ao horizonte, imaginando o que poderia haver do outro lado da montanha, esse punhado de homens só desejava uma coisa – controlar o Destino. Em outras palavras, esse grupo de homo sapiens atravessou a vida tentando controlar o Acaso a fim de tecer a trama da própria história nessa breve passagem pela Terra. E são eles que, de alguma forma, com idas e vindas, luzes e trevas, vêm construindo dois projetos tão belos quanto catastróficos. O primeiro é um projeto chamado Humanidade. O outro é a Civilização. É bem provável que o Sr., prezado leitor, seja um deles. Caso contrário não estaria lendo estas linhas. Sonhador ou ativista,...

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