Autor: studart

Eis que brota uma EcoEscola no Vale das Andorinhas…

Sempre acreditei que há certos bens materiais que não são nossos, que somos apenas os guardiões por um tempo. Assim são as dádivas da Natureza. Anos atrás adquiri um santuário ecológico no Vale das Andorinhas, Serra dos Pireneus, de frente para a cidade histórica de Pirenópolis, GO. Dentro da terra tem uma nascente, que forma um riacho, que se transforma em seis cachoeiras, abrigo de um espécie rara de andorinhas. De um platô no meio da terra, com fácil acesso de automóvel,  avista-se a cidade, a alvorada e o crepúsculo. Paisagens deslumbrantes. Por um bom tempo usufrui dessa dádiva somente com os amigos. Até que decidi compartilhá-la com a comunidade, em um projeto de educação ambiental voltado para as futuras gerações e fundamentado no conceito da Ecologia Profunda, do filósofo norueguês Arne Naess. Assim, aos poucos, já comecei a construir por conta própria a infraestrutura onde em breve vai se assentar uma área de lazer, o Jardim dos Sentidos, e a EcoEscola dos Pireneus, para a difusão da consciência ecológica e de técnicas de preservação do meio ambiente. Eis abaixo o projeto:  MISSÃO – A EcoEscola dos Pireneus tem por missão primordial promover a educação, a pesquisa e a conscientização de crianças, jovens e adultos brasileiros, através da difusão dos valores e ideais do respeito à natureza e a todos os Seres Vivos. VISÃO – A EcoEscola atingirá sua Missão através da promoção de cursos e atividades que viabilizem...

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Vanessa atirou seu baby onde não viu

Se fetos têm direito à honra, como quer Vanessa Camargo, por que não teriam direito à vida? Teriam também direito à biodiversidade, à água potável e aos recursos naturais do planeta? por Hugo Studart Esse é um daqueles casos cuja dimensão é muito maior do que a silhueta de seus personagens – o comediante Rafinha Bastos, a cantora Vanessa Camargo, grávida, seu marido Marcus Buiz e o futuro filho do casal. O Ministério Público de São Paulo acaba de considerar que o feto de Vanessa é, sim, pessoa capaz de ser juridicamente ofendida pelas diatribes verbais de Rafinha. E inverveio no caso para defendê-lo nos processos criminal e civil que o casal move contra o comediante. O comediante, vale lembrar, disse que “comeria Vanessa e seu bebê”. A polêmica, que gerou processos do casal contra o banal, em si já cansou a todos. O que vale a pena acompanhar são os desdobramentos do pedido inusitado do casal de incluir o filho que ainda não nasceu como um dos ofendidos. A juiza do caso já havia decidido pela exclusão do feto como parte. Agora vem a reviravolta, com o Ministério Público intervindo no processo razão da presença do nascituro no pólo ativo da ação. Se o caso prosperar, e é bem provável que prospere, firmará jurisprudência sobre questões muito além da discussão da ora, começando pelo direito ao aborto, e...

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Dilma declara sua guerra relâmpago

A presidente não tem nenhum projeto político que precise do Congresso. Nada, nada. Seu pacto agora é com Mefistófeles, o demônio do progresso. Pode, portanto, tentar varrer parte da corrupção na Esplanada a fim de sobrar mais dinheiro para mega-obras por Hugo Studart Muito antes de Adolf Hitler desencadear sua blitzkrieg para conquistar toda a Europa, o césar Juliano inventou a guerra-relâmpago, ainda no Século IV, levando seus legionários da Gália diretamente para Constantinopla, sem paradas, e tornando-se assim o primeiro romano a governar, simultaneamente, os Impérios do Oriente e do Ocidente. Quando se olha os acontecimentos presentes pela perspectiva da História, descobre-se que os fatos sempre se repetem, com quase nenhuma originalidade, mas com muita farsa. A presidente Dilma Roussef está, neste exato momento, exercitando a mesma doutrina tática de Juliano e de Hitler, utilizando suas forças móveis para desfechar ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças adversárias tenham tempo de organizar a defesa. A guerra-relâmpago da presidente contra os mesmos políticos que compõem a aliança que a levou ao poder foi oficialmente declarada na manhã de 8 de Agosto, quando a Polícia Federal invadiu o Ministério do Turismo e prendeu 38 autoridades públicas acusadas de formar uma quadrilha de corruptos. São todos afilhados de políticos do PMDB, em especial do senador José Sarney, presidente do Congresso Nacional. Antes disso, ela começou...

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Oligopólios e feudos de Dilma

Ou a presidente não quer mudar os esquemas nos ministérios, como o dos Transportes. Ou não pode mudar a máquina de impunidade no qual os Abílios pegam bilhões no BNDES Por Hugo Studart Noam Chomsky, o mais instigante pensador da atualidade, tenta explicar a economia globalizada de uma forma singular. Segundo ele, não vivemos o capitalismo, nem nos Estados Unidos, nem na Europa. O sistema que haveria seria o do “estatismo oligopolizante”. A expressão é dele. Assim, a economia é toda organizada por oligopólios, com cinco ou seis mega-corporações dominando cada um dos principais setores da economia – financeiro, siderúrgica, petróleo, química, mídia, armamentos, tecnologia, e assim por diante. Ao sistema, segundo o pensador, não interessa a existência de monopólios, como o monopólio global no setor de tecnologia que a Microsoft tentou firmar, mas sim de oligopólios. E essas mega-corporações oligopolistas, por sua vez, precisam da ajuda dos Estados e dos políticos para firmarem-se como corporações nacionais ou globais. Financiam os políticos que, no poder, lhes dão concessões de todo o tipo. Como financiamento de bancos públicos, investimentos estatais diretos, prioridade para o fornecimento ao governo e toda e qualquer espécie de concessão imaginável e inimaginável. Chomsky referia-se aos EUA, Europa e Japão. Mas poderia estar falando do Brasil que Dilma Roussef recebeu de mão-beijada de Luis Inácio Lula da Silva – e este, por sua vez, recebeu de...

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Por que esse João ainda encanta?

Às vésperas do Vaticano anunciar a beatificação de João Paulo 2º, num dos mais rápidos processos da história para fazer de um simples Homem um grande santo, há de se perguntar por que ele ainda encanta? Qual o conteúdo mágico de suas mensagens? Talvez ele exprimisse a esperança de um tempo, aquela tumultuada transição rumo ao Terceiro Milênio   Por Hugo Studart “Santo subito” – exigia a multidão durante os funerais de Karol Wojtyla, em abril de 2005. Vox populi, vox Dei – responderam os prelados católicos. Preparem-se, prezados leitores, pois vem aí o Papa-Santo! João Paulo 2º foi beatificado por seu sucessor, o teólogo Joseph Ratzinger, ora Bento 16, diante de 1 milhão de peregrinos. Foi o último estágio para sua canonização oficial. É intrigante entender o que fez desse homem alguém tão encantador? Seis anos após sua morte, como consegue continuar mobilizando multidões? Qual o conteúdo mágico de suas mensagens? Talvez esse papa exprimisse a esperança de um tempo. Já escreveram que ele seria o 13º Apóstolo. O Apóstolo do Novo Mundo. Mas de onde viria seu poder? Na hierarquia das nações, um papa não passa de um sacerdote, o chefe dos católicos, cuja religião é praticada por somente 17% da população mundial. Manda de fato em alguns quarteirões da cidade de Roma (o Vaticano) e em alguns milhares de sacerdotes espalhados pelo mundo. Contudo, talvez pelo...

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