Autor: studart

Denunciados por jornalistas, políticos e autoridades não se explicam, diz professor

No próximo dia 7 de maio, a revista IMPRENSA promove o “V Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia”, no Museu da Imprensa Nacional, em Brasília (DF), que vai debater temas como censura, liberdade de imprensa na cobertura política e outros. Hugo Studart, jornalista e professor da Universidade Católica de Brasília, está confirmado no evento. Para ele, políticos e autoridades públicas em geral, diante denúncias da imprensa, em vez de se explicarem, consolidaram o hábito de processar jornalistas. Do Portal Imprensa Com a queda da Lei de Imprensa […] está muito fácil processar por dano moral. O que é dano moral? A questão é por demais subjetiva. [Políticos e autoridades públicas] agora processam o veículo pelo Código Civil, pedindo indenizações pelo suposto dano moral, e ainda por cima processam criminalmente o jornalista pelo Código Penal”, explica Studart. Segundo ele, os denunciados inventaram uma “metralhadora” contra a imprensa: “a tática entrar com dezenas de processos similares, em vários Estados”. “Quando a metralhadora é contra um veículo como a Folha de S.Paulo, fica fácil se defender. Mas quando é contra um jornal regional, ou um site independente, a imprensa acaba sucumbindo”, compara. Para Studart, por essas e outras razões, “terminou a era do jornalismo investigativo de peito aberto”. “Os repórteres e os editores precisam cada vez mais estarem forrados de todo tipo de prova antes de publicarem. E, principalmente, de uma boa...

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A indústria das indenizações ameaça a Liberdade de Expressão

Desde que teve início a onda dos processos judiciais por suposto dano moral, a imprensa vem sendo seriamente ameaçada na liberdade de expressão. Celebridades vivem alegando o direito à privacidade. Políticos e autoridades, aos invés de se explicarem pelas denúncias de falcatruas, limitam-se a processar jornalistas. Trata-se de um nova forma de censura. As táticas estão cada vez mais sofisticadas. O fato concreto é que terminou a era do jornalismo investigativo de peito aberto. Os repórteres e os editores precisam cada vez mais estarem forrados de todo tipo de prova antes de publicarem. Mas fica a questão: como teve início a indústria das indenizações e a censura indireta? (Palestra proferida no Fórum Liberdade de Expressão & Democracia“, promovido pela revista IMPRENSA, em 7 Maio 2013, em Brasília, Painel: “A Censura Judicial e a Cobertura Política”, com os jornalistas Cátia Seabra, da Folha de S.Paulo, Fábio Pannunzio, da TV Bandeirantes, e Hugo Studart, da Universidade Católica de Brasília, mediado por Théo Rochefort, diretor da Abert)     A Censura Judicial e a Cobertura Política Por Hugo Studart Devo apresentar-me aos senhores. Sou essencialmente um repórter. Trabalhei exatamente 25 anos como repórter investigativo. Tive outras funções, editor, colunista, até relações institucionais eu fiz. Mas minha essência é de repórter perdigueiro. Furo, matéria denúncia. No início da carreira, na década de 80, correu tudo bem. De repente, em meados da década de...

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Como surgiu Luis Favre, o namoradino da dona Marta?

por Carlos Ilich Santos Azambuja           Felipe Belisario Wermus, argentino de nascimento, é dirigente (ou foi, como ele diz) do grupo trotskista Quarta Internacional/Centro Internacional de Reconstrução (QI/CIR), organização constituída em 1981, na França, com a finalidade de coordenar internacionalmente uma corrente do trotskismo.          O grupo trotskista francês Corrente Socialista Internacionalista é a seção majoritária e, portanto, detém a hegemonia dentro da QI/CIR. Felipe Belisario Wermus é (ou foi, como ele diz), da direção dessa Corrente.          A QI/CIR possui seções trotskistas vinculadas em mais de 50 países, entre os quais o Brasil (corrente O Trabalho na Luta pelo Socialismo, que atua dentro do PT).          Felipe Belisario Wermus esteve no Brasil, pela primeira vez, em 1973. Depois, viveu aqui algum tempo, nos anos 80, e posteriormente em Paris, onde era radicado, tendo como companheira a brasileira Marilia Furtado de Andrade (filha de Gabriel Andrade, um dos sócios da empresa Andrade Gutierrez) também trotskista e, na época, dirigente de O Trabalho na Luta pelo Socialismo. Diz-se amante da música clássica, das artes culinárias, cinéfolo e político.          Comenta-se que quando das eleições presidenciais de 1989, Felipe Belisario Wermus teria sido o intermediário no recebimento e administração dos recursos  financeiros repassados ao Partido dos Trabalhadores por várias empresas, inclusive a Andrade Gutierrez.          Felipe Belisario Wermus, apesar de estrangeiro, é, desde 1986, assessor da Secretaria Nacional de Relações Internacionais...

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