Por: Paulo Castelo Branco/ Congresso em Foco.

O jornalista, escritor, historiador, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e professor, Hugo Studart, pesquisou, durante dez anos, a aventura de jovens idealistas na luta armada contra o regime militar.

Como todas as histórias da construção de uma sociedade, várias são as versões desde a criação do mundo. Cientistas e historiadores conseguem, com suas pesquisas, desvendar mistérios das nossas origens, e são respeitados pelo trabalho incansável que prestam à humanidade.

A crucificação de Cristo, para ficarmos em eventos mais recentes, possui milhares de relatos controversos que foram levados às fogueiras dos intolerantes, mas que não conseguiram impedir a divulgação dos estudos e conclusões dos pesquisadores.

Assim é escritos sobre a guerra do Vietnam, da Coréia, a morte de Kennedy, Elvis Presley, Juscelino Kubitscheck, Lampião e tantos outros personagens que, pela intensidade de suas vidas, servem de motivação a escritores contarem o que pensam sobre como ocorreram os fatos.

Os relatos divulgados recebem críticas e contestações e muitas delas se transformam em celeumas como as que atingem o historiador Hugo Studart.

Os pseudo-democratas que se postam nos lançamentos de Borboletas e lobisomens, além de incomodarem os leitores com os seus apitos e ofensas, não percebem o quanto têm favorecido a divulgação do livro que já entrou na lista dos mais vendidos, o que, sem dúvida, dificultará a queima do estoque que se multiplica a cada evento. O melhor meio de contestar as apurações de Hugo é contradizê-las com argumentos e provas ou, até mesmo, aceitar debates públicos para melhor esclarecimento de uma das histórias mais tristes do nosso tempo.

Os manifestantes se confundem com os que mentem sobre a prisão de seu ídolo preso e condenado por corrupção e se mostram estar no mesmo time dos predadores que se uniam com dinheiro do povo para enganá-lo e jogá-lo como isca à força policial. Esses continuam, mesmo após serem descobertos, a levar trabalhadores e inocentes úteis para as ruas, os expondo ao frio, à fome e à violência, onde, quase sempre se transformam em cadáveres utilizados para contestar a democracia.

Hoje, ainda sustentados pelo execrável fundo partidário, seguem esperneando e usando siglas respeitáveis como a ONU para divulgar aos seus parceiros a ópera do absurdo que só pode ser apresentada nos palcos por marionetes, e não pelos atores limitados pelas grades do sistema penitenciários ou circulando por aí com equipamentos eletrônicos que não os impedem de, com alguma dificuldade, também, espernear.

Há exceções como a do pretendente ao cargo de futuro ditador que se mostra desnudo em piscinas de resorts, aguardando o seu próximo julgamento para levá-lo de volta ao cárcere.

As borboletas representam o bem, e os lobisomens são a representação do mal.

Escorpiões e serpentes são bichos peçonhentos que estão aí destilando veneno em cada evento de lançamento do best-seller de Hugo. É bom observar que o antídoto é: mais liberdade e mais democracia.

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Escorpiões e serpentes