A blogueira Diny Silver se inspira em um trecho do livro “Borboletas e Lobisomens” para refletir: “Na minha opinião, uma pessoa apaixonada não mataria intencionalmente a sua paixão, é claro que havia uma pressão muito grande na época, era um período onde a ditadura militar imperava no Brasil, sei que uma pessoa realmente apaixonada não conseguiria impedir a morte da sua paixão, mas também não conseguiria puxar o gatilho”.

Por Diny Silver

Opinião 

Paixão é um sentimento humano intenso e profundo, marcado pelo grande interesse e atração da pessoa apaixonada por algo ou alguém. A paixão é capaz de alterar aspectos do comportamento e pensamento da pessoa, que passa a demonstrar um excesso de admiração por aquilo que lhe causa paixão. A impulsividade, o desespero e a inquietação são outras características que costumam estar associadas ao sentimento de paixão.

Eu li recentemente uma reportagem que citava o movimento conhecido como “Guerrilha do Araguaia”, que ocorreu entre 1967 e 1974, essa reportagem falava especificamente sobre o livro “Borboletas e Lobisomens autoria do jornalista e historiador Hugo Studart e lançado na última terça-feira (17), o livro que relata um dos episódios mais dramáticos da ditadura militar no Brasil, tem o depoimento de um militar de codinome Robson, que segundo informações descritas na reportagem, foi o encarregado de executar Áurea Eliza Pereira então com 24 anos, uma das guerrilheiras capturadas durante o conflito, mas o que chamou muito a minha atenção é que este tal militar após três dias interrogando a moça, disse ter se apaixonado por ela, porém esse mesmo homem apaixonado, na época com 25 anos, puxou o gatilho que deu fim a vida de sua paixão.

Trechos do relato:

“Minha vontade era fugir com a Áurea, sumir no mundo. Mas estávamos em lados opostos, ela sabia disso”
Os dois se beijaram e se abraçaram, chorando. Então o militar sussurrou no ouvido dela: “agora você vai ter que descer”. Ela desceu.
Os dois se olharam nos olhos durante todo o tempo.
“Tirei a arma e apontei para a cabeça”
E então ele a alvejou.
“Hoje tenho certeza de que me apaixonei por ela e quero acreditar que ela se apaixonou por mim”, disse Robson a Studart.”

Na minha opinião, uma pessoa apaixonada não mataria intencionalmente a sua paixão, é claro que havia uma pressão muito grande na época, era um período onde a ditadura militar imperava no Brasil, sei que uma pessoa realmente apaixonada não conseguiria impedir a morte da sua paixão, mas também não conseguiria puxar o gatilho.

 

 

Disponível em:  https://br.toluna.com/opinions/4180737/Na-sua-opinio-uma-pessoa-apaixonada–capaz-de-matar-a-sua-paixo