Anotações sobre a vida, a obra e a Filosofia da História de Augusto Comte, inspirador maior do imaginário desenvolvimentista de quase todos os governoda da América Latina até nossos tempos pós-modernos (Para a disciplina Teoria da História, ministrada pelo professor Fernando Catroga, do Instituto de História das Ideias da Universidade de Coimbra. Por José  de Sousa Pais, aluno do doutorado em História, da Universidade de Coimbra

 

Augusto Comte: Filosofia da História segundo a qual a humanidade “evolui” rumo à Sociedade dos Sábios. Ideias adotadas por quase todos os governos da América Latina desde a virada do Século 19 para o 20. Incluindo o governo da presidente Dilma

QUEM FOI AUGUSTO CONTENasceu em Montpellier em  1798 e morreu em  Paris em 1857), tendo sido um filósofo de  referência. Teve formação na área da matemática, mas muito influenciado pelo Conde Henri de Saint-Simon (17601825), expoente do socialismo utópico, de quem foi secretário e colaborador entre os seus 19 e os 36 anos.

Copiando o estilo (pouco digno) de  Saint-Simon, apropriava-se  dos escritos dos seus discípulos e dava-lhe cunho próprio,  dando um  ênfase  à economia na interpretação dos problemas sociais.

Comte entrou em rota de colisão com Saint-Simon,  e  passou a desenvolver reflexões próprias, tendo concluído algumas ideias basilares em várias obras:

      1) “Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto” (1819);

2) “Todas as concepções humanas passam por três estádios sucessivos –             teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcional à velocidade dos fenómenos correspondentes – “lei dos três estados (1822)”;

3)    Opúsculos de Filosofia Social (1816-1828) (republicados em conjunto, em 1854, como apêndice ao volume IV do Sistema de política positiva);

4)    Curso de filosofia positiva, em 6 volumes (1830-1842) (em 1848 foi renomeado para Sistema de filosofia positiva);

5)    Discurso sobre o espírito positivo (1848);

6)    Discurso sobre o conjunto do Positivismo (1851) (Introdução geral ao Sistema de política positiva);

7)    Sistema de política positiva, em 4 volumes (1851-1854);

8)    Catecismo positivista (1852);

9)    Apelo aos conservadores (1855);

10) Síntese subjectiva (1856).

Foi beber as ideias que o influenciaram em vários génios: Marquês de Condorcet,Galileu Galilei,  Descartes, Denis Diderot e  Francis Bacon .

Marquês de Condorcet (17431794– Filósofo e matemático ), Galileu Galilei, (Itália, 15641642Físico, matemático, astrónomo e filósofo)  Descartes (França-15961650), Denis Diderot (17131784filósofo e escritor francês), e  Francis Bacon (Inglês-15611626 -Considerado como o fundador da ciência moderna).

 Comte foi um filósofo francês, e  um dos pais  da Sociologia e do Positivismo.

 

ESTE TRABALHO VAI SER DESENVOLVIDO EM DOIS PONTOS: SOCIOLOGIA E  POSITIVISMO

PONTO 1 – A SOCIOLOGIA

A sociologia não é uma ciência exclusivamente de orientação teórico-                -metodológica predominante.

Ela transporta-nos a estudos diferenciados para a explicação da realidade social. O termo sociologie foi criado por Comte, em 1838, para agrupar todos os estudos relacionados com o homem, incluindo a própria História, a  Psicologia e a Economia, embora já Montesquieu (1689-1755 -político, filósofo  escritor, famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes. Aristocrata, que era, teve formação  iluminista com padres oratórianos), um século antes, também possa ser considerado como um dos fundadores da Sociologia.

Todavia, a sociologia de COMTE era claramente positivista, para não fugir à grande corrente do sec. XIX, pois ele acreditava que toda a vida humana tinha passado por fases históricas distintas e se em cada época pudesse ser compreendido o progresso, poderia ter encontrado nele a solução para os problemas sociais de cada momento.

As transformações económicas, políticas e culturais  do século XVIII, assim como as três Revoluções: Industrial, Americana  e a  Francesa, colocaram em destaque mudanças significativas da vida em sociedade, com relação a  formas passadas, baseadas principalmente nas tradições e em novas realidades sociais, desenvolvimento, novas classes emergentes e uma nova realidade a que se chamou Industria com tudo o que arrastou atrás de si e se desenvolveu rapidamente após o seu inicio. E não foi só no campo dessa novidade – leia-se novos métodos produtivos -,  mas nas próprias mentalidades e em tudo a ela subjacente.

Os industriais aproveitavam a força humana aí disponível, mas não lhes concedendo um salário condigno nem as melhores condições de trabalho, explorando uma mão-de-obra excedentária, com um apetite voraz visando apenas o lucro rápido que, mais tarde, serviria a Karl Marx para desenvolver as suas teorias revolucionárias e anti-capitalistas, já no século XIX e com repercussões mundiais no século XX , que não devem aqui ser equacionadas por desenquadradas.

Podemos estudar a Sociologia através de  três pilares explicativos, fundamentadas por vários autores clássicos e suas correntes sociológicas:

a)    – AUGUSTE COMTE – Fundador do positivismo-funcionalista, tendo como expoente clássico Émile Durkeim -pela sua  fundamentação analítica. (Émile Durkheim (Francês –18581917) é considerado como um dos pais da sociologia moderna, tendo sido fundador da  Escola Francesa de sociologia, posteriormente a Marx, que associava  a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É tido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social).

b)  MAX WEBER– Iniciador  da sociologia compreensiva de matriz teórico – metodológica hermenêutico – compreensiva. (interpretação-compreensão).

(Max Weber – )  ( Alemão (18641920) Foi intelectual, jurista, político,  economista e também considerado um dos pais da sociologia. A sua  obra é complexa e profunda, reflecte a  compreensão dos fenómenos históricos e sociais Weber tratou dos problemas metodológicos  consciente das dificuldades emergentes do trabalho com que se confronta o historiador, o sociólogo e do economista. O seu pensamento levou-o a uma crítica relativamente ao materialismo histórico pela sua abordagem à sociedade, à economia  e à história abordados pela primeira vez por Karl Marx e Friedrich Engels(18181883), endurecendo as relações entre os meios de produção e do trabalho, a que chamou de “estrutura”, aliadas a outras manifestações culturais da sociedade, consideradas como “superestrutura”, vertidas na influência cultural, religiosa e a sua influência que têm sobre a própria estrutura económica)

c) Karl Marx- Como linha de explicação sociológica e dialéctica, embora não sendo um sociólogo nem ter tido pretensões a sê-lo, deu, contudo, uma grandiosa linha de interpretação sociológica.

Devemos ter presente  que a Revolução Industrial – Foi iniciada em Inglaterra em 1698 por Thomas Newcomen, com a invenção de um arcaico motor a vapor, que viria mais tarde a ser considerada por KARL MARX, como parte do conjunto das chamadas Revoluções Burguesas do século XVIII e, principal responsável pela crise do antigo regime, na passagem do capitalismo mercantil para o capitalismo industrializado.

Karl Marx- (Alemão-18181883). Intelectual e revolucionário. Foi fundador da doutrina comunista moderna, onde fez intervenções como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista. O seu pensamento influenciou várias ciências, nomeadamente a História, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Ciências Políticas, Antropologia, Comunicação,   Economia, Geografia,  Arquitectura, etc.. A teoria marxista é, na sua essência, uma crítica radical às sociedades capitalistas.  Lenin, escreveu sobre a influência que Hegel teve sobre Marx: “…é completamente impossível entender “O Capital” de Marx, sem se estudar e compreender em profundidade toda a lógica hegeliana”.

COMTE AFIRMOU: “ …que os fenómenos sociais podem e devem ser percebidos como os outros fenómenos da natureza, ou seja,  obedecendo a leis gerais. Contudo, sempre insistiu e argumentou que isso não equivale a reduzir os fenómenos sociais a outros fenómenos naturais (isso seria cometer o erro teórico e epistemológico do materialismo): a fundação da Sociologia implica que os fenómenos sociais são um tipo específico de realidade teórica e que devem ser explicados em termos sociais”.

Ponto 2 – POSITIVISMO

Para Comte, o Positivismo foi uma doutrina filosófica, sociológica e política.

Foi como um fenómeno  sociológico do Iluminismo, das crises sociais e morais emanadas com o  fim da Idade Média e pelo nascimento de uma nova realidade a que, de forma simplista, se chamou de sociedade industrial. Tais fenómenos  foram uma referência na Revolução Francesa (1789-1799), já por si influenciada pela Revolução Americana (1776).

Comte propôs valores  para a existência humana, baseados na própria humanidade, afastando-se de forma radical da teologia e da metafísica, embora incorporando-as numa filosofia da história.

Desta forma, o Positivismo associava uma interpretação e classificação das ciências a uma ética humana radical, que desenvolveu já na sua segunda parte da vida de filósofo.

Com a sua filosofia positivista, Comte, exclui a explicação dos fenómenos naturais e sociais como que oriundos de um só principio por, na sua óptica positivista, serem fruto das relações abstractas frequentes nos fenómenos observáveis, relegando as causas dos prováveis fenómenos relacionados com Deus e Natureza.

A matemática, a física, a química, a biologia e a astronomia, segundo os critérios históricos e sistemáticos, foram defendidas por Comte como tendo atingido a positividade, mesmo antes da sociologia.

A estas seis ciências abstractas, em 1852 COMTE acrescentaria a MORAL, como sétima ciência,  no âmbito da pesquisa psicológica do ser humano e as suas interacções sociais.

As suas ideias positivistas, levaram Comte a exercer grande influência nos vários círculos intelectuais., O positivismo, enquanto doutrina que pretendia dominar o conhecimento da natureza do pensamento científico, incorporou outras correntes que procuravam elevar as ciências naturais com as suas aplicações práticas. E foram essas correntes, que levaram o positivismo a constituir uma linha característica de pensamento que percorreu a Europa durante o século XIX.

Comte defendeu que os fenómenos sociais devem ser observados e entendidos como outros fenómenos da natureza, i.e., estão dependentes das  leis gerais, contudo, deixou claro que não se devem restringir esses fenómenos sociais a outros fenómenos naturais, pois estar-se-ia a cair no erro epistemológico do materialismo. A sociologia leva-nos a compreender que os fenómenos sociais são uma realidade teórica e que devem ser debatidos e explicados em termos sociais.

Desta forma podemos dizer que o conhecimento positivo procura:”ver para prever, a fim de prover)” (prover=providenciar . Desclassificando a afirmação: devemos conhecer a realidade para deduzir o que poderá acontecer a partir dos nossos actos ou acções, de forma a o humano tenda a melhorar uma nova realidade, na construção de um mundo melhor. Assim, concluo que uma previsão científica caracteriza o pensamento positivo.

Comte teve seguidores como:

a)    Émile Litrré (1801-1881- Filósofo e lexicógrafo francês, que ficou famoso por ter sido o autor do  Dictionnaire de la langue française, mais conhecido como o Littré.), que veio a renegar a religião da humanidade;

b)    Pierre Laffite (1925——-) cientista, político radical e Senador honorário. Muito condecorado quer em França quer noutros países,  só aderiu à ultima parte do pensamento de Comte;

c)    John Stuart  Mill ( 1806 – 1873)- Filósofo e economista inglês, foi um dos pensadores liberais  e mais influentes do sec. XIX, tendo sido um grande defensor do utilitarismo, i.é, uma doutrina que prescreve a acção ou inacção com vista a optimizar o bem estar (máximo) dos seres humanos e até dos animais, para além de outras temáticas como o sistema político (nomeadamente legislativo, política económica e de justiça, liberdade sexual e emancipação feminina, etc.);

d)     George Henry Lewes (1817-1878)- Filósofo, crítico de literatura e teatro. Foi parte  da génese, nos meados da era vitoriana, das ideias que promoveram a discussão à volta do Darwinismo;

e)    Richard Congreve (1818-1899)- Foi fundador da Sociedade Positivista de Londres e da Igreja Comtist da Humanidade (1878), tendo sido uma das figuras mais importantes na interpretação especificamente religiosa de COMTE, para além de ter produzido inúmeros panfletos políticos.

COMTE, teve a sua ideologia ou semente criadora  em pensadores que o precederam, nomeadamente Jacques Turgot (17271781) e em  Condorcet (1743-1794), para desenvolver a obra comtiana que podemos considerar fundamental como é a “Lei dos Três Estados” e também  para melhor o  entender como filósofo.

Comte, ao estudar o desenvolvimento da inteligência, na marcha  progressiva do  espírito humano concluiu que teria descoberto uma lei universal, na medida em que cada ramo de conhecimento pessoal de cada individuo, segundo a sua tese, tem de passar  por três métodos de filosofias diferentes e mesmo opostos.

Ficaram conhecidos pela:

LEI DOS TRÊS estados:

Teológico ou fictício;

Metafísico ou abstracto;

Positivo ou Científico.

Assim, partindo desta Lei, procurarei dissecar cada um dos três estados:

1 – Teológico ou fictício: – Remete-nos para conhecimentos absolutos, onde Deus está presente em tudo e tudo acontece por causa d´Ele e onde o homem, nesse estágio, acredita estar o conhecimento absoluto.

Da acção directa de agentes sobrenaturais produzem-se os fenómenos, pelo tudo o que é inexplicável unicamente por Deus. O ser humano não encontra as causas para esses fenómenos, para além do divino. Simultaneamente, a mentalidade teológica desempenhou uma forte coesão social, a par da explicação das coisas da natureza

Todavia este estado leva a três divisões:

ANIMISMO ou FETICHISMO –  Se os produtos da natureza têm a sua própria “animação”, então estamos na presença de vida própria e não de factores externos. Seria como uma vida espiritual, semelhante à do homem, que seria atribuída aos seres naturais;

POLITEÍSMO – Os Deuses colocam os seus desejos nos objectos, nas coisas e nos animais; Esvazia os seres naturais de suas vidas anímicas – tal como concebidos no estágio anterior – e atribui a animação desses seres não a si mesmos, mas a outros seres, invisíveis e habitantes de um mundo superior.

MONEÍSMO ou monoteísmo – Já o desejo do Deus (único) são claramente expostos nos acontecimentos. A distância entre os seres e seus princípios explicativos aumenta ainda mais. O homem, neste estado, reúne todas as divindades em uma só. A fase teológica monoteísta representaria, no desenvolvimento do espírito humano, uma etapa de transição para o estado metafísico.

2 – Metafísico ou abstracto : Neste estado, os fenómenos observados são causados por forças abstractas inerentes ao ser humano. Há aqui uma descrença em Deus e uma ignorância da realidade. O pensamento abstracto é substituído pela vontade meramente pessoal, levando à dedução de relações misteriosas entre as coisas e os espíritos.

3 – CIENTÍFICO ou positivo- neste ponto,  o ser humano está preocupado não com meras noções absolutas mas procura a origem e o destino do universo, mas também em aprofundar os conhecimentos ou causas dos fenómenos.

É uma busca de respostas científicas para todas as coisas. É a procura dos conhecimento absolutos, para um cabal ou parcial esclarecimento da natureza e dos factos e acontecimentos.

No fundo, é o somatório dos dois estágios anteriores. Comte defende um empirismo puro, vertido na redução de todo o conhecimento, à compreensão de factos isolados. A visão positiva dos factos, abandona a consideração das causas dos fenómenos, quer sob o procedimento teológico ou metafísico, e torna-se na pesquisa das suas leis compreendidas como relações frequentes entre os fenómenos observáveis.

Segundo Comte, a busca das leis imutáveis terão ocorrido pela primeira vez na história quando os gregos criaram a astronomia matemática. Bacon (1561-1626) Galileu Galilei, (1564-1642) e René Descartes (1596-1650), os pais da filosofia positiva para Comte, na época moderna, reviram-se nas leis dos gregos.

Para entendermos a visão de Comte, é fundamental perceber o valor que para ele tinha o método positivo, em que o modelo a ser seguido é o do conhecimento  dos fenómenos e das relações entre eles, pois não podemos conhecer o que está para lá do empirismo. (que se baseia exclusivamente na experiência ou fonte de conhecimento, opondo-se ao método científico).

Ora, a filosofia positiva procura isso mesmo, relacionando  os fenómenos e subordinando-os a leis e reduzindo-as ao menor numero possível, não dando qualquer relevo à investigação das causas.

Comte conclui que os diferentes ramos do conhecimento humano nem sempre são concorrentes em simultâneo e nem todos chegam ao estado positivo. Apenas a astronomia, a física, a química e os fenómenos fisiológicos chegaram a esse estado.

Comte entendia que os fenómenos sociais mereciam formar uma outra dessas categorias devido à sua complexidade, razão pela qual o seu estudo evoluiu mais lentamente em relação às outras áreas.

É uma lacuna que a filosofia positiva tem de colmatar criando a física social, pois só assim, para Comte, o sistema filosófico moderno está completo, pois desta forma não haverá nenhum fenómeno que deixasse de poder ser estudado e interligado na física, química, fisiologia e sociologia. Assim, a filosofia positiva substituiria em pleno a filosofia teológica e a metafísica.

Deste modo, os fenómenos sociais no espírito da física social teriam que estar submetidos a leis naturais. A física social deve ter como objecto as acções e reacções mutuas das diversas partes  do sistema social, Este estudo da sociedade leva em conta cada elemento social não só na sua individualidade, mas, pelo contrário intimamente ligado a todos os outros por uma solidariedade fundamental.

Para Comte, é uma ideia basilar e universal, com as naturais intensidades e variedades, porque quando há um sistema, tem necessariamente  haver solidariedade.

Numa sociedade, o consenso é mais visível quanto maiores e complexos forem os fenómenos. Desde o princípio da humanidade até aos dias de hoje.

Na sociologia dinâmica, também devemos entender que “ o antes, está antes do depois”, animado por um motor que propulsionará e levará à  descoberta das leis que darão continuidade à marcha do desenvolvimento humano. Da mesma forma que uma semente só se tornará árvore depois de germinar e passar pelas suas várias etapas de desenvolvimento. Tal como a reprodução humana ou animal tem o seu ciclo de gestação.

A dinâmica social estuda as leis da sucessão e a estática social as da coexistência , pelo que se conclui que a dinâmica  social fornece a teoria do progresso e do desenvolvimento, e a estática social desenvolve a teoria da ordem, ambas vocacionadas e criadoras das sociedades actuais.

Para Comte, a experiência nunca mostra um todo, mas apenas uma restrita interconexão entre os variados fenómenos.

Ver para prever, a fim de prover”. É esta previsibilidade que deve ser o lema da ciência positiva, pois permite o desenvolvimento da técnica, levando o homem à exploração da natureza alcançando um elevado nível de industrialização e da tecnologia.

 

CONCLUSÃO

 O espírito positivo de Comte, organiza as ciências como uma investigação realista, no domínio do útil, do social e do político. A passagem do poder espiritual para o conhecimento dos sábios e dos cientistas, o poder material para o controlo dos industriais.

Comte associou uma teoria progressiva da História, a um interesse prático pelos problemas de organização social e política, tendo como ideal aplicar o método científico ao estudo da sociedade, de uma forma mais radicalista e incondicional do que Condorcet e Saint-Simon.

 

      José   de Sousa Pais: [email protected]